Museu acessível

Dispomos de recursos de acessibilidade para atender aos visitantes com necessidades especiais, aprimorando sua experiência no espaço museológico de modo a garantir a inclusão da pessoa com deficiência.

A exposição “O Solar que virou museu: memórias e histórias” oferece, além do catálogo completo em braile, audiodescrição de todos os painéis expostos com descrições detalhadas de imagens de Porto Alegre em meados do século XIX, data em que o Solar Lopo Gonçalves, atual sede do Museu, foi construído. Para fins de ambientação no espaço do Solar, oferecemos audiodescrição da arquitetura da casa, bem como uma maquete tátil com legenda em braile. A exposição conta com réplicas de alguns dos objetos expostos que fazem referência aos hábitos domésticos durante o século XIX. Também estão disponíveis para o toque alguns objetos originais do acervo, como uma das chaves do Solar e um cachimbo de origem africana.

A exposição “Transformações Urbanas: de Montaury a Loureiro” também conta com audiodescrição de seus painéis. É disponibilizada uma maquete tátil que reproduz um mapa da cidade de 1839, onde estão destacados alguns pontos históricos importantes para a vida da população na época – como a Igreja Nossa Senhora do Rosário e a Santa Casa de Misericórdia. As fotos desses locais encontram-se expostas e contam com audiodescrição de cada uma delas, bem como versões ampliadas e diagramas táteis para o toque e reconhecimento de suas fachadas. Nesta exposição também são disponibilizados para o toque algumas réplicas de objetos expostos referentes ao processo de industrialização da cidade – como o cortador manual de Bolacha Maria – e outros referentes aos lugares mostrados nas fotografias – como um terço da Igreja do Rosário.

Os recursos de acessibilidade do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo foram desenvolvidos com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul e em parceria com o professor Eduardo Cardoso, docente do departamento de design da UFRGS. Sua tese de doutorado versou sobre a aprimoração do usufruto de museus por pessoas com deficiência visual a partir da utilização de recursos multissensoriais. Neste contexto é que foi possível a gravação das áudiodescrições – feitas pela equipe da OVNI Acessibilidade Universal – e criação dos demais recursos táteis.